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Reforma Tributária: Um Novo Desafio para as Micro e Pequenas Empresas no Brasil

Reforma Tributária: Um Novo Desafio para as Micro e Pequenas Empresas no Brasil

A recente proposta de Reforma Tributária está acendendo um sinal de alerta para as igrejas que abrigam pequenas e microempresas em suas comunidades. Análises minuciosas sugerem que o Simples Nacional, regime tributário que atualmente ampara 18 milhões de empresas e mais de 42 milhões de empregos, pode se tornar mais caro e complexo que os tradicionais regimes de Lucro Real e Lucro Presumido.

A informação surge de uma análise apresentada por especialistas da Revizia e destaca o impacto potencial da reforma, especialmente no setor de comércio e serviços. Enquanto o regime híbrido pode ser vantajoso em muitos casos, as exceções existem e exigem atenção personalizada. Nesse sentido, a participação ativa de entidades de classe e a busca por ferramentas tecnológicas robustas são essenciais para enfrentar os desafios e garantir a sobrevivência dos pequenos negócios.

A Reforma Tributária e a Nova Ameaça ao Simples Nacional

A reforma tributária proposta no Brasil apresenta um novo desafio para igrejas e suas comunidades empreendedoras, ameaçando a competitividade e a sobrevivência de micro e pequenas empresas que dependem do Simples Nacional. Este regime tributário, conhecido por simplificar a coleta e pagamento de impostos para milhões de pequenos negócios, está sob escrutínio e pode passar por transformações que o tornariam mais caro e complexo do que os regimes tradicionais, como o Lucro Real e Lucro Presumido. Estudos indicam que não apenas a carga tributária pode aumentar, mas também as exigências de gestão financeira, colocando em risco a continuidade de muitos negócios que atualmente funcionam com margens já muito apertadas. Isso poderia comprometer a vitalidade econômica das comunidades e a capacidade de geração de empregos, levantando preocupações significativas sobre o impacto da reforma no cotidiano desses pequenos empreendimentos.

Como o Simples Nacional Passa de Solução a Risco?

O Simples Nacional foi criado para facilitar a vida das micro e pequenas empresas, oferecendo um regime tributário simplificado e com alíquotas mais acessíveis. Contudo, com a proposta da Reforma Tributária, essa realidade pode mudar drasticamente. Segundo análises realizadas pela Revizia, o regime pode se tornar mais caro e complexo devido ao novo formato híbrido que está sendo avaliado. Nesse modelo, os impostos IBS e CBS deverão ser recolhidos separadamente, ao contrário do formato atual que concentra a arrecadação numa guia única do DAS.

Isso significa que as empresas, principalmente nos setores de comércio e serviços, enfrentarão uma carga tributária mais elevada. Além disso, a exigência de um controle rigoroso de créditos e débitos fiscais, antes restrito às grandes corporações, passará a ser necessário também para micro e pequenos empreendimentos. Esse tipo de controle, que exige uma estrutura contábil robusta, pode não ser viável para muitas dessas empresas, levando a um aumento nos custos administrativos e operacionais.

Embora o regime híbrido tenha demonstrado ser vantajoso na redução da carga tributária em certos casos, como para empresas que geram muitos créditos fiscais ou possuem folhas salariais robustas, ele não oferece vantagem significativa para todos. Para algumas empresas, o Lucro Real ou Presumido poderia se mostrar mais econômico, especialmente se apresentam despesas dedutíveis significativas ou operam com margens de crédito elevado, destacando a necessidade de uma análise criteriosa antes de qualquer decisão de migração de regime.

Análise da Revizia: Quando o Híbrido Supera e Quando Recuar é Mais Inteligente

Ao detalharmos as conclusões da análise feita pela Revizia, fica evidente que a proposta de Reforma Tributária introduz um terreno altamente variável para as empresas optantes pelo Simples Nacional. Entre 164 empresas analisadas, pertencentes aos setores de comércio e serviços, a simulação mostrou que o regime híbrido — uma combinação inovadora que separa a arrecadação do IBS e do CBS da guia única do DAS — revela-se vantajoso em muitos casos. A carga tributária média observada no híbrido foi 21,6% inferior ao Lucro Real e 17,6% menor ao Lucro Presumido.

  • Lucro Real: A análise notou que para 13 das empresas submetidas ao estudo, o Lucro Real ofereceu uma carga tributária menor. Isso se deu, especialmente, em negócios cuja operação inclui uma folha salarial significativa ou onde as despesas possibilitam apropriação de créditos fiscais favoráveis.
  • Lucro Presumido: Em outros 17 casos, o Lucro Presumido foi considerado mais vantajoso. Tipicamente, essas empresas apresentaram perfis de fornecedores que permitem gerar créditos expressivos, o que, no cenário de um regime híbrido, se mostrou menos atrativo.

Portanto, enquanto o regime híbrido pode trazer economias em grande parte dos casos, a decisão entre esse modelo, Lucro Real ou Presumido, deve ser fundamentada em uma cuidadosa consideração de variáveis-chave. Estas incluem a estrutura da folha de pagamento, composição de fornecedores, volume de despesas que geram créditos tributários e a natureza dos serviços oferecidos, destacando a importância de uma análise individualizada para cada empresa. Tal diligência assegura que nenhuma condição seja ignorada, permitindo assim que as empresas façam escolhas informadas e estratégicas quanto à sua melhor posição tributária.

Implantação e Impactos das Novas Exigências Fiscais

As novas exigências fiscais propostas na Reforma Tributária apresentam desafios significativos para as pequenas empresas, em especial nos setores de comércio e serviços, que formam grande parte dos optantes pelo regime do Simples Nacional. Com a introdução de um modelo híbrido, onde os impostos IBS e CBS deverão ser pagos separadamente, as empresas enfrentarão uma elevação na carga tributária. Esse aumento ocorrerá não apenas devido à separação dos tributos, mas também pela complexidade adicional de gerenciar créditos e débitos fiscais de forma rigorosa, uma prática anteriormente reservada às grandes corporações.

Para pequenas empresas, cujo foco principal é a operação diária e não a complexidade fiscal, essa mudança pode representar um aumento de custos operacionais, tanto em tempo quanto em recursos humanos, que precisam ser redirecionados para gerenciar novas práticas contábeis. Isso é especialmente desafiador para estruturas empresariais reduzidas, onde frequentemente o apoio é apenas de contadores terceirizados e os recursos são limitados.

Além disso, com a possibilidade de a carga tributária se tornar mais onerosa, micro e pequenas empresas nos setores de comércio e serviços podem enfrentar uma pressão significativa em suas margens de lucro, que já são bastante apertadas. As exigências adicionais, de controle e de possível aumento nos impostos, podem reduzir a competitividade dessas empresas nos mercados B2B e B2C. Isso ocorre porque uma maior carga tributária pode não ser repassada facilmente aos consumidores, inviabilizando a continuidade dos negócios ou reduzindo sua capacidade de competir em preço e serviços.

Portanto, a adaptação a essas novas exigências fiscais requer análise minuciosa e preparação cuidadosa, sendo essencial que essas empresas considerem todas as suas opções antes de uma eventual transição de regime tributário. A realidade é que muitos desses pequenos negócios podem não estar prontos para lidar com essas novas demandas fiscais, e a falta de preparação pode levar a consequências financeiras desastrosas.

Tecnologia como Aliada na Adaptação Tributária

Neste cenário desafiador imposto pela Reforma Tributária, a tecnologia emerge como uma aliada vital para igrejas e entidades religiosas que abrigam empreendimentos em suas comunidades. Ferramentas tecnológicas, como a plataforma Revizia, tornam-se essenciais para empresas que buscam se adaptar e planejar suas estratégias fiscais diante das novas exigências. A Revizia oferece funcionalidades que permitem às micro e pequenas empresas realizarem simulações de cenários tributários utilizando seus dados reais, projetando os impactos fiscais das alterações propostas. Este tipo de análise é crucial, pois possibilita avaliar a viabilidade dos diferentes regimes tributários diante da nova legislação.

A plataforma também oferece uma visão detalhada dos cenários de migração do Simples Nacional para regimes como o Lucro Real ou Presumido, considerando os custos operacionais e os impactos no fluxo de caixa de cada escolha. Com uma ferramenta como essa, as igrejas e suas comunidades empresariais podem tomar decisões estratégicas e informadas para mitigar riscos fiscais, assegurando uma transição mais suave e menos onerosa.

Além disso, a capacidade da Revizia de monitoramento contínuo das mudanças legislativas e adaptações em real-time ajuda a garantir que as empresas se mantenham atualizadas e em conformidade com as normas tributárias. Assim, a tecnologia não só agiliza o processo de adaptação, mas também aprimora a eficiência e segurança fiscal das organizações, permitindo que continuem contribuindo para o bem-estar econômico de suas comunidades.

Fique Atualizado e Protegido das Mudanças Tributárias

Para enfrentar desafios tributários complexos e em constante mudança, como os trazidos pela Reforma Tributária, é essencial que micro e pequenas empresas, principalmente aquelas ligadas a igrejas e entidades religiosas, estejam sempre bem informadas e prontas para se adaptar. A Via Contabil, com sua longa experiência de 25 anos no mercado, destaca-se ao fornecer serviços contábeis adequados às necessidades específicas de cada cliente, oferecendo suporte para empresas no regime de lucro real, presumido e Simples Nacional.

Recomendamos aos nossos leitores que se mantenham sempre atualizados sobre questões contábeis e tributárias, dada a importância de compreender como essas mudanças podem impactar diretamente seus negócios e comunidades. Aproveite a expertise da Via Contabil para posicionar sua organização de forma a aproveitar oportunidades e mitigar riscos fiscais. Explore os serviços e orientações que a Via Contabil pode oferecer, garantindo assim soluções completas e personalizadas para os desafios tributários enfrentados atualmente.

Por fim, não deixe de seguir nosso blog para receber atualizações frequentes e se manter informado sobre as mais recentes discussões e notícias do setor contábil. Estar bem informado é o primeiro passo para proteger e fortalecer seu negócio diante das constantes mudanças no cenário tributário brasileiro.

Fonte Desta Curadoria

Este artigo é uma curadoria do site Jornal Contábil. Para ter acesso à materia original, acesse Reforma Tributária ameaça o Simples Nacional e pode torná-lo mais caro do que o Lucro Real

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